Nos últimos anos, vários suplementos dietéticos foram liberados no mercado com a promessa de oferecer benefícios à saúde. As novas tendências envolvendo a nutrição têm sido destacadas devido aos potenciais efeitos de determinados ingredientes alimentares no processo de envelhecimento cutâneo, propiciando uma aparência saudável da pele, do cabelo e das unhas.
O silício (Si) é um elemento essencial presente em vários tecidos do corpo humano, sendo fundamental na formação estrutural da derme como precursor de fosfolipídios e no aumento da expressão da atividade da enzima prolina hidroxilase. Dessa forma, o Si colabora com a síntese de colágeno tipo I e de elastina e com a formação de glicosaminoglicanos nos ossos e na cartilagem, além de estar envolvido na síntese e na compactação de queratina no cabelo e nas unhas. Adicionalmente, o mineral parece ter algum papel na modulação da resposta imune e inflamatória e estar associado à saúde mental, reduzindo a deposição de metais pesados.
Geralmente encontrado na dieta, o silício nem sempre oferece boa biodisponibilidade por conta da ação enzimática, que resulta em sílica ou silicato. O ácido ortosilícico é a forma solúvel do Si e tem sua biodisponibilidade aprimorada quando estabilizado em colina, que é uma vitamina essencial.
De acordo com os resultados de várias pesquisas, observou-se que um grupo obteve um aumento na ecogenicidade da derme após 90 dias de suplementação de ácido ortosilícico. Assim, provou-se que o tratamento aumentou a densidade da pele. Além disso, as imagens de alta resolução mostraram melhora na rugosidade e no alívio de micro da pele. Constatou-se ainda maior resistência do cabelo.
As mulheres que receberam o suplemento relataram melhora na pele, no cabelo e nas unhas. Como conclusão, as pesquisadoras sugerem que o nutricosmético na forma oral é eficaz e pode ser indicado para aumentar a densidade da pele e melhorar as condições do cabelo e das unhas, complementando os tratamentos tópicos.
Referência: “Essential Nutrition”
A calvície também afeta as mulheres e pode ser sinônimo de ansiedade e de sofrimento emocional. E o cabelo é um ícone para toda mulher. Diferentemente do que ocorre com os homens, as mulheres não ficam totalmente calvas. Elas têm os fios da linha da testa preservados e não ganham entradas, mas o cabelo da parte de trás e do alto da cabeça vai ficando mais ralo. Dependendo do estágio, é possível ver o couro cabeludo.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, de 25% a 30% das brasileiras entre 35 e 50 anos apresentam ou vão apresentar algum grau de calvície. E é importante elas ficarem atentas aos sinais para perceberem a diferença entre a perda normal de cabelos e a intensificação da queda. A perda só deve preocupar se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro.
Especialistas dizem que a calvície é uma manifestação fisiológica que ocorre devido à herança genética, sendo que esse histórico pode vir tanto do lado da mãe como do do pai. A perda dos cabelos geralmente se inicia depois da puberdade. A partir daí, a evolução é lenta, podendo ocorrer uma rarefação dos fios, que se tornam finos e ficam com o tamanho diminuído. As mulheres dificilmente se tornam carecas, mas isso pode acontecer, principalmente nas mais velhas. É sempre importante se cuidar e manter os cabelos sadios.
Causas da queda
O cabelo pode perder o aspecto saudável por diversos motivos, dentre eles alterações nutricionais, manifestações genéticas, irregularidades hormonais, inflamações no couro cabeludo, exposição excessiva ao sol ou mesmo à fumaça de cigarros e à poluição. A predisposição genética determinará o grau de queda dos cabelos, mas o excesso de hormônios masculinos pode contribuir para o agravamento da queda. O uso de produtos químicos em processos como colorações, relaxamentos e escovas dos mais variados tipos também pode agredir os cabelos.
Um dos tipos mais comuns de queda de cabelo é o eflúvio telógeno, que se caracteriza pela diminuição intensa dos fios em toda a cabeça. A queda pode ser aguda ou crônica e, geralmente, é causada por febre alta, dengue, anemias, dietas radicais, medicamentos e no pós-parto. Outras causas são os traumas cirúrgicos, o estresse e doenças sistêmicas, como diabetes e problemas na tireoide.
A alopécia areata, perda de cabelo ou de pelos localizada em áreas bem-delimitadas, ocorre, de acordo com os especialistas, entre 1% e 2% da população, afetando ambos os sexos, podendo surgir em qualquer idade. A perda de cabelo é assintomática, mas alguns pacientes se queixam de prurido ou queimação, que precedem o aparecimento das placas.
Vale lembrar que existe também a queda em pacientes submetidos a tratamentos de radioterapia ou quimioterapia. Nesse caso, normalmente, o nascimento dos cabelos volta ao normal logo após o fim do tratamento.
Fonte: revista “Longevidade em Foco” (ano2/2013)
Esse mineral se tornou famoso por ajudar em doenças como diabetes e problemas digestivos. Descubra se ele cumpre mesmo o que promete. Normalmente, tudo que conseguimos desse mineral vem da alimentação. Ao jogar em sites de busca o termo “cloreto de magnésio”, surgem inúmeras possibilidades terapêuticas.
É possível encontrar promessas de melhora para doenças como artrose, hipertensão, diabetes, entre outras. Males modernos que podem ser resolvidos com um simples pozinho, à venda on-line ou em farmácias, sem mesmo precisar de receita médica. Mas se houvesse um remédio tão eficiente assim, não deveria ser notícia de capa de todos os jornais?
O cloreto é uma das formas de suplementar o mineral no corpo. “Existem vários outros sais de magnésio, como sulfato, glutamato, citrato etc., mas a presença do cloro estimularia melhor a absorção”, dizem os especilistas. Outra vantagem está no preço e acessibilidade desse item.
Informações genéticas corretas
Tudo isso porque esse elemento químico é multiuso dentro de nosso organismo. Ao todo, estima-se que participa de 300 reações bioquímicas dentro de nós. Ele ajuda a manter a massa muscular normal, a função dos nervos e o ritmo cardíaco regular, suporta um sistema imunológico saudável e mantém os ossos fortes.
Entre as suas funções, está, por exemplo, a síntese do nosso material genético, o DNA e o RNA, que determinam a produção de proteínas no nosso corpo. Ao participar desse processo, também garante que as informações genéticas sejam passadas corretamente na divisão e multiplicação das células.
Reservas em falta
Normalmente, tudo que conseguimos desse mineral vem da alimentação. Ele pode ser encontrado em frutas, como abacate e banana, em verduras, como espinafre, couve e quiabo, em grãos, como cevada, granola, arroz integral, farelo de milho, cevada, gérmen de trigo, aveia em grãos inteiros, em sementes, como nozes, de abóbora e gergelim, e em itens como leite, melaço, mandioca, camarão, lentilhas etc.
As quantidades recomendadas de ingestão do nutriente aumentam ao longo da vida. Dos seis meses aos 13 anos de idade, eleva-se de 30 para 240 mg por dia. Na adolescência, iniciam-se as diferenças de gênero: 360 mg diários para as mulheres e 410 mg para os homens. Quando a queda acontece, o corpo manifesta carência em diversos sintomas, como fechamento na garganta, bloqueio da respiração, tremores, cefaleia, vertigem, fadigas matinais, insônia e câimbras, lista Mizumoto. E diabéticos e hipertensos têm menor quantidade do mineral.
Suplementar ou não?
O magnésio não é a resolução de todos os problemas. Muitas vezes um mesmo grupo de sintomas, idênticos na superfície, tem origens que variam de pessoa para pessoa. Cada doença é algo singular que acontece por razões únicas. Portanto, a razão de alguns desses problemas não é a ausência do mineral e aumentar sua ingestão não trará melhoras. Aliás, se a suplementação for feita por conta própria, poderá ser perigosa. Afinal, os minerais do nosso corpo regulam uns aos outros.
Fontes naturais
Conheça os alimentos que são ricos em magnésio, incorpore-os na sua dieta diária e absorva direto da fonte todos os seus benefícios.
Linhaça – 347 mg – 1 xícara de chá
Farinha de soja – 242 mg – 1 e 1/3 xícara de chá
Feijão carioca – 210 mg – 6 colheres de sopa
Amendoim 171 mg – 10 colheres de sopa
Café torrado – 165 mg – 1 xícara
Noz – 153 mg – 20 unidades
Grão-de-bico – 146 mg – 4,5 colheres de sopa
Espinafre – 123 mg – 4 colheres de sopa
Farinha de centeio integral – 120 mg – 6,5 colheres de sopa
Flocos de aveia – 119 mg – 10 colheres de sopa
Arroz integral – 110 mg – 4 colheres de sopa
Chocolate meio amargo – 107 mg – 2 unidades pequenas
Lentilha – 94 mg – 5,5 colheres de sopa
Pipoca sem sal – 91 mg – 6,5 xícaras
Açúcar mascavo – 80 mg – 10 colheres de sopa
Fonte: Revista VivaSaúde – Edição 138
O BCAA é formado por três aminoácidos essenciais produzidos em pequenas quantidades pelo organismo, as quais não atingem nossas necessidades nutricionais. São eles: L-Valina, L-Leucina e L-Isoleucina.
Na alimentação, estão presentes em diferentes proporções, sendo encontrados em alimentos proteicos, a exemplo de carnes, ovos, leite e derivados, feijões e leguminosas.
Estudos apontam que o BCAA auxilia na recuperação muscular após os treinos, na redução de fadiga central, na melhora da imunidade e na diminuição do grau de lesão muscular induzido pelo exercício físico. O suplemento também pode ser utilizado no tratamento de patologias como desnutrição energética proteica e encefalopatia hepática.
De acordo com a (SBNPE), a suplementação de BCAA para pacientes com encefalopatia hepática pode ser benéfica, uma vez que é capaz de gerar uma competição dos aminoácidos ramificados com os aminoácidos de cadeia aromática que passam na barreira hematoencefálica, minimizando a entrada de aminas tóxicas no sistema nervoso central.
O número dos pacientes que não podem tolerar proteínas dietéticas nas quantidades suficientes para combater o catabolismo mais elevado nas doenças hepáticas avançadas é provavelmente baixo, mas o BCAA é considerado o único tratamento eficaz provado nessa situação específica.
Alguns estudos, entre eles um publicado no “Journal of The Neurological Sciences”, mostram que a suplementação de BCAA durante quatro semanas melhorou a condição de pacientes com degeneração espinocerebelar com ataxia (transtorno neurológico) – Giampaolo B –, caracterizada pela falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio.
Sendo assim, os benefícios da suplementação incluem o progresso do perfil metabólico de aminoácidos, do estado nutricional e da qualidade de vida dos indivíduos, bem como a redução do catabolismo proteico, a normalização do quociente respiratório e a melhora clínica da encefalopatia hepática.
Ainda segundo a diretriz da SBNPE, as evidências científicas sugerem que, na cirrose avançada, a suplementação nutricional oral com BCAA é útil para melhorar a evolução clínica e retardar a progressão da insuficiência hepática.
Referências:
- Nutr. 135:1596S-1601S, June 2005 Giulio Marchesini, Rebecca Marzocchi, Marianna Noia and ianchi
Projeto Diretrizes. Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Associação Brasileira de Nutrologia. Terapia Nutricional nas Doenças Hepáticas Crônicas e Insuficiência Hepática. 2011.
MULTIVITAMÍNICO, VOCÊ JÁ USOU?
Em dezembro de 2013 foi publicada uma extensa revisão sobre o tema na revista médica americana Annals of Internal Medicine (Uso de Vitaminas e Minerais na Prevenção Primária de Doenças Cardiovasculares e Câncer: uma atualização sistemática da revisão sobre evidências para a U.S. Preventive Services Task Force).
Estes autores desconsideraram os trabalhos em que apenas uma vitamina ou um mineral foi estudado e buscaram em toda a literatura médica apenas os trabalhos nos quais foram pesquisados o uso de um multivitamínico (mais de 3 vitaminas e/ou minerais), de boa qualidade científica (duplo-cego randomizado) e com um grande número de participantes (para dar significância estatística). O que eles descobriram? Que os multivitamínicos, ingeridos da maneira correta podem melhorar, e muito, a saúde.
Se uma pessoa consumir de 5 a 7 porções diárias de frutas e verduras, que é a medida necessária de alimentos para se obter todos os nutrientes necessários diariamente, ela não precisará suplementar sua alimentação com um multivitamínico. Sem dúvida, a alimentação é a melhor fonte de minerais e vitaminas, mas a vida e os hábitos de alimentação modernos fazem com que poucas pessoas consigam consumir a dose diária recomendada de frutas e verduras. O estudo do Suvimax comprovou que quem mais se beneficia do uso constante de um multivitamínico é quem tem piores hábitos alimentares, e a intenção do uso de um multivitamínico é garantir que não aconteça a carência subclínica dos minerais e vitaminas essenciais para o bom funcionamento do corpo.
BENEFÍCIOS:
1. redução de 37% da mortalidade geral em homens;
2. redução de 31% da incidência de câncer em homens;
3. redução de 23% da mortalidade geral em homens e mulheres.
4. redução da incidência de câncer de 27% em quem já havia tido
câncer;
5. redução da incidência de câncer de 12% se retirado o câncer
de próstata;
6. redução da mortalidade de câncer de 12%.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Arch Intern Med. 2004 Nov
22;164(21):2335-42. Erratum in: Arch Intern Med.
2005 Feb 14;165(3):286. PubMed PMID: 15557412.
Multivitamins in the prevention of cancer
in men: the Physicians’ Health Study II randomized
controlled trial. JAMA. 2012 Nov 14;308(18):1871-80.
4 Poole EM, Shu x, Caan BJ, Flatt SW, Holmes MD, Lu
W, Kwan ML, Nechuta SJ, Pierce JP, Chen WY. Post
diagnosis supplement use and breast cancer prognosis
in the Aft er Breast Cancer. Pooling Project Breast
Cancer Res. Treat., 139(2), 529-37 (2013).
5 OS MINERAIS: tendências e complexidade de USO.
Revista Funcional e Nutracêuticos. Disponível em:
http://www.insumos.com.br/
materias/90.pdf acesso: 21/07/2014.
Perigo chamado RITALINA
Muitos pais estão viciando os filhos em um remédio só porque elas são agitadas, como todas as crianças saudáveis normalmente são.
A Ritalina, conhecida como droga da obediência, é usada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
O Brasil é o segundo maior consumidor desses medicamentos. Só perde para os Estados Unidos.
REAÇÕES
No sistema nervoso causa insônia, cefaleia, alucinações, psicose, suicídio e o principal efeito chamado de Zumbi Like. Significa agir como um zumbi, ou seja, a pessoa fica quimicamente contida em si mesma. No sistema cardiovascular o remédio causa arritmia, taquicardia, hipertensão, parada cardíaca. O risco de morte súbita inexplicada em adolescente é estimado em 10 a 14 vezes maior entre aqueles que tomam o remédio. Além disso, interfere no sistema endócrino, na secreção dos hormônios de crescimento e dos sexuais.
O PERIGO DO USO INDISCRIMINADO
A sociedade de hoje quer uma criança cada vez mais ativa e ligada no mundo. Crianças com 4 anos mexem no computador com várias janelas abertas ao mesmo tempo. Quando elas chegam na escola, os pais querem que elas façam uma coisa só e não questionem. O que se busca são crianças criativas, ótimas e submissas! Mas elas questionam, querem saber o porquê. O “não” não basta mais.
E os adultos não aguentam isso. A sociedade é muito incomodada com os questionamentos e as pessoas acabam abafando isso via substância química. Existem várias pesquisas mostrando que, quando a criança começa a tomar a ritalina aos 4 anos e param com o remédio aos 18, existe uma tendência muito grande de drogadição por substância mais pesadas. Se a criança está usando um estimulante desde os 5, 6 anos, ela vai buscar outra droga quando interrompe este uso. No mundo todo, clínicas relatam que metade dos adolescentes conta que começaram a drogadição e a mantém com ritalina.
E a fala desses adolescentes é que eles começaram a usar porque é barato, acessível, fácil de comprar, embora tenha receita controlada. Segundo eles, os médicos diziam que era seguro. Como dizem até hoje. Mas não é uma droga segura. O uso indiscriminado pode fazer mal. O remédio não é pra fazer uma criança ficar mais obediente. Ele combate problemas neurológicos e serve para ajudar no desempenho de meninos e meninas , principalmente na escola.
Melatonina: uma nova arma contra o câncer
Ao tratar com melatonina células metastáticas de câncer de mama cultivadas in vitro, pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) observaram uma redução em torno de 55% na capacidade de migração e invasão celular. Experimentos feitos com camundongos mostraram que o tratamento também é capaz de diminuir a progressão da doença in vivo.
Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no Journal of Pineal Research.
O que é Melatonina?
A melatonina é um hormônio secretado naturalmente pela glândula pineal, localizada no cérebro, e participa da regulação do ciclo de sono e vigília em todos os mamíferos. Estudos recentes têm mostrado que ela também ajuda a regular outros importantes processos, como pressão arterial, ingestão alimentar, gasto energético, síntese e ação da insulina nas células.
O objetivo da pesquisa é entender por meio de quais mecanismos a melatonina atua, pois isso pode favorecer novas abordagens terapêuticas contra o câncer.
Pesquisa
As células metastáticas de câncer de mama humano foram injetadas na veia da cauda de camundongos, que então foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu durante duas semanas injeções intraperitoneais de melatonina. O segundo recebeu durante o mesmo período injeções de uma substância chamada Y27632, capaz de inibir a síntese da proteína ROCK-1. O último grupo recebeu apenas placebo.
Após o término do tratamento os animais foram avaliados por uma metodologia conhecida como tomografia por emissão de pósitrons (SPECT, na sigla em inglês).
O grupo tratado com melatonina apresentou 40% menos metástase que o grupo placebo. Nos animais que receberam o inibidor de ROCK-1 a redução foi de 58%.
Em um outro experimento, animais tratados com melatonina durante cinco semanas apresentaram 25% menos metástase que o grupo que recebeu placebo. Neste caso não foi usado inibidor de ROCK-1.
Ainda segundo a pesquisa, ao comparar o tecido pulmonar dos grupos tratados com melatonina e com Y27632, notou-se que, no primeiro, o tumor estava mais localizado e o tecido pulmonar, mais bem preservado.
Nos experimentos in vitro, observou-se que a melatonina reduz em 50% a expressão de ROCK-1 e em 55% a capacidade de migração e invasão das células tumorais. A substância também inibiu a viabilidade e a proliferação das células em cultura.
Atualmente, a pesquisadora está investigando como a melatonina pode modular a ação de certos microRNAs – pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas regulam a expressão dos genes codificadores – que normalmente estão superexpressos nas células metastáticas.
Futuro: Testes em Humanos
Também estão previstas, a realização de ensaios clínicos com pacientes portadores de câncer de mama que não respondem a outros tratamentos. Os resultados podem auxiliar numa chance de recuperação sem muito sofrimento para as mulheres que são as maiores vítimas dessa doença.
O artigo Melatonin decreases breast cancer metastasis by modulating ROCK-1 expression (doi: 10.1111/jpi.12270)
O fármaco é hoje um dos mais prescritos em todo o mundo. É recomendado para o tratamento inicial dos diabéticos. Assim, está em todas as recomendações das diretrizes das sociedades médicas, os cardiologistas as usam para os seus pacientes por acreditarem que a METFORMINA reduz o risco cardiovascular, os ginecologistas nos casos de ovários policiísticos e agora, possivelmente os geriatras, uma vez que começaram a ser divulgados os primeiros estudos clínicos sobre o aumento da longevidade.
Desde 2003, o Instituto Nacional do Envelhecimento nos Estados Unidos estão à procura de uma droga capaz de aumentar a longevidade. Em camundongos já foram tentados com resultados positivos:
• AAS
• 17-alfa estradiol
• Acarbose
• Ácido nordihidroguaiarético e
• Rapamicina – a de melhor resultado que aumentou a duração de vida dos animais, como o tempo que levaram para desenvolver complicações de sáude.
O grupo de Nir Barzilai, que conduz um inquérito com mulheres e homens centenários no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, escolheu avaliar a atividade da metformina.
Há indícios de que a metformina seja dotada dessa capacidade protetora. Em 1998, o UKPDS concluiu que, além de reduzir em 32 % a incidência das complicações em diabetes (incluindo morte) ela diminuiu as chances de ataques cardíacos e derrames cerebrais. No DPP (Diabetes Prevention Program) ocorreram efeitos similares.
Em 2014, pesquisadores britânicos relataram num estudo que abrangeu 78 mil adultos, com idade acima de 60 viveram em média mais tempo que numa população comparável de pessoas saudáveis, acredita-se que através da redução da glicação, conseguimos alcançar uma longevidade !
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes
Um estudo recente publicado na revista Diabetes Care afirma melhora nos níveis glicêmicos depois da reposição de testosterona em indivíduos portadores de diabetes tipo 2.
A reposição hormonal não somente normaliza os níveis de testosterona como também aumenta a sensibilidade à insulina dos pacientes, o que resulta em um maior e melhor controle da doença.
Cientistas da Universidade de Buffalo (Nova York) realizaram um estudo randomizado de 94 homens com diabetes tipo 2. Antes do tratamento todos os participantes apresentavam baixos níveis de testosterona.
Durante o estudo, dois grupos receberam por 24 semanas injeções de testosterona ou placebo.
O teste mostrou que a sensibilidade à insulina aumentou de modo significativo após as injeções de testosterona, além disso, o consumo de glicose pelo tecido aumentou em torno de 32%. E mais, o tratamento levou a uma redução significativa da gordura corporal e, ao mesmo tempo, a um aumento de massa muscular, em três quilos cada, (embora não houvesse alteração no peso corporal). Os níveis de HbA1c(Hemoglobina glicada) não tivessem mudado, os níveis de glicose em jejum diminuíram consideravelmente em 12 miligramas por decilitro.
De acordo com pesquisadores, em alguns casos é necessário um tratamento mais longo para mostrar os efeitos nos níveis de HbA1c(Glicohemoglobina).
O autor do estudo diz que essa é a primeira evidência DEFINITIVA de que a testosterona é um sintetizador da insulina.
Não podemos confundir, muito menos determinar, que todo portador de diabetes tipo 2 deve, obrigatoriamente, fazer uso da testosterona, mas devemos investigar e olhar com outros olhos, homens que apresentam sintomas, sinais e alterações laboratoriais de deficiencia hormonal.
American Diabetes Association 29, 2015, doi: 10.2337/dc15-1518 Diabetes Care November 29, 2015
Os antibióticos tomados quando ainda a gente é criança podem fazer contribuir para o ganho de peso mais rápido. Um estudo norte-americano publicado na revista “International Journal of Obesity” constatou que o efeito é se acumula no organismo e aumenta com a idade.
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins em Baltimore (Maryland) analisaram 163.820 crianças de três a 18 anos. Os estudos foram feitos entre 2001 e 2012.
Eles analisaram a altura e peso corporal, e uso de antibióticos das crianças no ano anterior e também nos primeiros anos de vida.
Os resultados mostraram que meninos e meninas aos 15 anos de idade que receberam antibióticos pelo menos sete vezes durante a infância, ganharam, em média, 1,360 kg a mais do que as que não haviam tomado antibióticos. Pelo menos um quinto dos participantes recebeu sete ou mais prescrições desse tipo de medicamento. Porém, os dados disponíveis para muitos participantes estavam incompletos e, portanto, espera-se que o ganho de peso calculado no estudo seja menor do que os números reais.
“Embora a magnitude do aumento de peso atribuído aos antibióticos possa ser modesto no final da infância, nossos estudos de que os efeitos sejam cumulativos aumentam a possibilidade de que esses efeitos continuem e subam ainda mais na idade adulta”, disse o líder do estudo Brian S. Schwartz. “O IMC (índice de massa corporal) pode ser alterado para sempre pelos antibióticos tomados na infância.”
Portanto, a prescrição sistemática de antibióticos deve ser evitada. O uso é recomendado apenas se houver uma forte indicação”, alertou o autor.
International Journal of Obesity advance online publication 8 December 2015;
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