{"id":2671,"date":"2016-12-17T09:00:14","date_gmt":"2016-12-17T09:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/drlucaspenchel.com.br\/?p=2671"},"modified":"2016-12-17T09:00:14","modified_gmt":"2016-12-17T09:00:14","slug":"uso-prolongado-de-analgesicos-traz-riscos-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicapenchel.com.br\/site\/uso-prolongado-de-analgesicos-traz-riscos-a-saude\/","title":{"rendered":"Uso prolongado de analg\u00e9sicos traz riscos \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">O risco no uso prolongado de analg\u00e9sicos opioides, como a morfina, \u00e9 maior do que se imagina.<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o h\u00e1bito pode provocar dor cr\u00f4nica. Ainda mais grave, um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico cient\u00edficoJAMA associou o uso cont\u00ednuo de opioides a um significativo aumento no risco de morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Paulo Renato Fonseca, diretor cient\u00edfico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), enquanto nos Estados Unidos h\u00e1 uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o abuso de opioides, no Brasil, o problema \u00e9 o consumo excessivo de analg\u00e9sicos simples, como paracetamol e dipirona, e de anti-inflamat\u00f3rios, como nimesulida e cetoprofeno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse comportamento \u00e9 um dos principais desencadeantes da dor cr\u00f4nica, pois a causa da dor \u00e9 no in\u00edcio ignorada e\/ou contornada com o uso dessas drogas. Mas, ap\u00f3s tomar um rem\u00e9dio espec\u00edfico por um tempo, seu efeito deixa naturalmente de ser percebido e a pessoa tende a ingerir uma dose superior. Isso a deixa sob o risco de les\u00f5es estomacais, sangramentos, danos hep\u00e1ticos e renais\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, no que diz respeito aos opioides, o Brasil est\u00e1 entre os 10 pa\u00edses com as menores taxas de prescri\u00e7\u00e3o do mundo. \u201cAqui, a taxa de consumo \u00e9 cerca de 20 vezes inferior \u00e0 de consenso, que \u00e9 192,9 mg ao ano por pessoa. Podemos entender assim que a dor nos brasileiros \u00e9 subtratada\u201d, afirma Fonseca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o especialista, isso ocorre por dois motivos. O primeiro \u00e9 a falha dos profissionais ao mensurar e identificar a dor nos pacientes. Outro grande impasse \u00e9 a necessidade do receitu\u00e1rio amarelo para este tipo de medicamento, que reduz a quantidade de profissionais que podem prescrev\u00ea-lo. A principal consequ\u00eancia disso \u00e9 o sofrimento dos pacientes. Por outro lado, tamb\u00e9m h\u00e1 um receio, por parte dos pacientes, em tomar este tipo de medicamento, mesmo quando h\u00e1 prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas indicam que, no Brasil, cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas convivem com o problema da dor sub ou n\u00e3o tratada. Nos pacientes com c\u00e2ncer, estudos estimam que mais de 50% deles sofrem dor cr\u00f4nica e, em mais de um ter\u00e7o deles, a dor \u00e9 intensa, segundo informa\u00e7\u00f5es da Sbed. \u201cTemos que encontrar o caminho do meio, o equil\u00edbrio: usar os opioides em casos indicados. Com o correto acompanhamento seu uso \u00e9 sim adequado e recomendado\u201d, ressalta Fonseca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Opioides \u2014 A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indica o uso de analg\u00e9sicos opioides como op\u00e7\u00e3o de tratamento para o controle da dor aguda e cr\u00f4nica de intensidade moderada e forte, de acordo com as escalas de mensura\u00e7\u00e3o estabelecidas globalmente. Este tipo de medicamento tamb\u00e9m \u00e9 um dos componentes da anestesia geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o com o uso de opioides se agravou ap\u00f3s o aumento do n\u00famero de mortes associadas \u00e0 overdose destes medicamentos, principalmente nos Estados Unidos. Tanto que, recentemente, o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos (CDC, na sigla em ingl\u00eas) lan\u00e7ou, pela primeira vez,diretrizes sobre o uso e prescri\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos desta classe terap\u00eautica como oxicodona, metadona, morfina e derivados da code\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto: Dr Lucas Penchel e Stefani Rocha \u2013 Estagiaria de Nutri\u00e7\u00e3o PUC MINAS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O risco no uso prolongado de analg\u00e9sicos opioides, como a morfina, \u00e9 maior do que se imagina. De acordo com um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o h\u00e1bito pode provocar dor cr\u00f4nica. 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